Queremos os nossos filhos na guerra?



O chamado "plano" de rearmamento da Europa, traçado pelos dirigentes europeus, não é mais do que um caminho perigoso em direção ao conflito com a Rússia. A demência belicista atingiu níveis tão alarmantes que já se fala abertamente no envio de tropas para a Ucrânia e, pasmem-se, até na mobilização de armas nucleares. O custo desta escalada militar insana não terá limites e será pago com os direitos sociais que ainda restam aos cidadãos europeus, cada vez mais sacrificados em nome de uma suposta "segurança".
Toda esta histeria belicista baseia-se numa narrativa falaciosa: a de que a Rússia, após conquistar a Ucrânia, avançaria sobre toda a Europa e, eventualmente, sobre o mundo ocidental. Este discurso, alimentado pelo medo, visa a aceitação passiva e a paralisia das populações. No entanto, é uma narrativa absurda e desprovida de fundamento real.
O regime de Putin é, de facto, ditatorial e autocrático, e está longe de ser um modelo a seguir. No entanto, não representa uma ameaça militar real à segurança da Europa, pois não possui capacidade para tal. A verdadeira ameaça à segurança europeia reside nos próprios líderes que promovem esta escalada belicista, incluindo os dirigentes portugueses do centrão, da direita e da extrema-direita, que alinham neste desastre.
Perante esta realidade preocupante, é urgente questionar: onde estão os movimentos pacifistas, que não se fazem ouvir nem se manifestam contra esta escalada militarista? Onde estão os protestos dos ecologistas, que tanto defendem a preservação da vida, mas calam-se perante esta ameaça à existência humana? Por que razão o que resta das esquerdas progressistas mantém um silêncio cúmplice, enquanto os direitos sociais poderão ser destruídos para financiar esta corrida armamentista?
É tempo de exigir respostas e de mobilizar a sociedade contra esta loucura belicista. A paz e a justiça social não são negociáveis, e não podemos permitir que sejam sacrificadas em nome de interesses geopolíticos obscuros. A verdadeira segurança só será alcançada através do diálogo, da cooperação e do respeito pelos direitos humanos, não através da militarização e do medo. Claro, que os media mainstream, que deveriam ter um papel de defesa da verdade, da democracia e da paz, são cúmplices desta perigosa narrativa.

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