Um conluio perverso


 

O pragmatismo desumano e a hipocrisia criminosa avançam juntos, em conluio perverso, para silenciar as atrocidades cometidas contra Gaza.

O novo inquilino da Casa Branca não usa máscaras, apoia o genocídio que ocorre em Gaza, tal como seus antecessores, mas faz isso às claras: enquanto os anteriores atiravam a pedra e escondiam a mão, chorando lágrimas de crocodilo, este é o próprio crocodilo. Ele mata abertamente, sem hipocrisias, assumindo com descaramento a violência que promove.

Na Europa, a situação não é melhor; pelo contrário, os líderes hipócritas do continente apoiam ou são coniventes com o genocídio. Eles fornecem as pedras, escondem as mãos e, em seguida, choram lágrimas de crocodilo, fingindo preocupação com os direitos humanos enquanto alimentam a máquina de morte.

Os media mainstream, igualmente coniventes e hipócritas, desvalorizam os crimes ou censuram-nos, conforme os interesses de quem servem. As notícias são manipuladas e a verdade é enterrada sob camadas de desinformação e silêncio cúmplice.

Os poucos corajosos que levantam a voz para denunciar o genocídio são imediatamente calados com acusações de antissemitismo. Há uma manipulação deliberada para confundir antissemitismo (ódio contra judeus) com antissionismo (crítica ao Estado de Israel e suas políticas). Essa estratégia serve como pretexto para aniquilar qualquer forma de protesto legítimo. Hoje, nos EUA e na Europa, há violência policial contra estudantes que protestam, pressão sobre universidades para reprimir manifestações, prisões arbitrárias e uma escalada de autoritarismo disfarçado de "segurança".

A verdade é que os palestinos estão cada vez mais sós, abandonados à sua sorte, entregues aos predadores e abutres que se alimentam de sua dor e desespero. Enquanto isso, o mundo 

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