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A mostrar mensagens de abril, 2025

Quando um Papa incomoda, o mundo responde com silêncio – até que morre...

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Morreu o Papa Francisco. E, subitamente, multiplicam-se os elogios, os discursos emocionados, as homenagens sentidas. Líderes políticos que nunca o escutaram realmente fazem questão de enaltecer a sua figura. Meios de comunicação que sempre o trataram com desconfiança, quando não com sarcasmo, apresentam-no agora como um “Papa próximo do povo”, “revolucionário”, “humano”. A hipocrisia é, talvez, um dos traços mais constantes das elites políticas e mediáticas do nosso tempo. Francisco não foi um Papa cómodo. Pelo contrário, foi uma pedra no sapato das narrativas dominantes. Denunciou com firmeza a financeirização da economia, criticou duramente o sistema neoliberal, alertou para os perigos da desigualdade crescente e do desastre ambiental. Falou de paz quando o discurso oficial era o da guerra. Recusou o conformismo cúmplice com a indústria do armamento, com a xenofobia crescente, com a indiferença perante os pobres. Mas durante anos, esses mesmos grandes meios de comunicação social ...

Contra o medo, a guerra e o autoritarismo: é tempo de disputar o futuro

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  Num continente onde cada vez mais cidadãos europeus lutam para pagar a renda, alimentar os filhos e preservar alguma dignidade num sistema cada vez mais hostil, os dirigentes políticos avançam, sem hesitação, numa deriva perigosa: a militarização acelerada das economias, o aumento desmedido dos orçamentos de defesa e a imposição de uma nova lógica do medo como forma de governo. A Europa está a ser arrastada, sem debate sério nem estratégia transparente, para uma escalada belicista que serve os interesses da indústria armamentista e das potências instaladas, mas que nada oferece em termos de paz, segurança ou bem-estar para as populações. Sob o pretexto de ameaças externas — muitas vezes ampliadas ou descontextualizadas — alimenta-se o medo coletivo. E quando o povo tem medo, protesta menos, questiona menos, aceita mais. Neste cenário de frustração e desespero, a extrema-direita avança. Não com soluções reais para os problemas do povo, mas com uma narrativa enganadora. Em vez ...

O novo inquilino da Casa Branca não usa máscara

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  O novo inquilino da Casa Branca não usa máscara. Apoia, tal como os seus antecessores, o genocídio em Gaza — mas fá-lo às claras. Os anteriores atiravam a pedra e escondiam a mão, derramando lágrimas de crocodilo; este é o crocodilo. Mata sem pudor, sem hipocrisia. O Império sempre cobiçou a Gronelândia. Não por apreço pelos seus poucos habitantes ou pela beleza inóspita, mas pelos recursos naturais e pela geopolítica. Agora, com o novo inquilino a declarar abertamente a intenção de anexar o território, poucas dúvidas restam: a usurpação acontecerá, indiferente à vontade alheia. Resta saber como reagirão os magnânimos e impolutos líderes europeus em defesa de um dos seus. Aplicarão sanções económicas ao Império? Enviarão armas para a Gronelândia resistir à agressão? Ou marcharão com tropas para combater os criminosos invasores?