Sinais do Nosso Tempo

Fico chocado com o silêncio ensurdecedor da sociedade civil perante o genocídio que o Estado fascista, racista, criminoso e genocida de Israel está a cometer contra o povo palestiniano em Gaza.

Com o apoio declarado de mais de 80% da sua população, Israel já massacrou milhares de crianças, mulheres e idosos. Já assassinou centenas de jornalistas, médicos e enfermeiros. Está em curso uma limpeza étnica brutal, metódica e impune — um crime contra a humanidade que deveria abalar consciências e mobilizar todas as formas de resistência e solidariedade.

Mas o que vemos? Um silêncio cúmplice. Uma apatia assustadora. Muitos, que se manifestam com fervor por questões muito menos graves, calam-se agora. Nem um comentário, nem um simples post de indignação. Apenas silêncio.

É insuportável assistir a este massacre com tamanha ausência de reação — nas ruas, nas redes sociais, nas conversas do dia a dia. Há tantas formas de protesto — partilhar a verdade, boicotar, pressionar governos, sair à rua. Mas reina a indiferença.

Vivemos tempos sombrios. A classe dirigente afunda-se numa deriva totalitária, antidemocrática, cúmplice deste genocídio. E a sociedade civil, que deveria ser o último reduto dos valores humanistas e democráticos, assiste sem se levantar.

O preço desta omissão não será pago apenas pelo povo palestiniano. Hoje, é em Gaza. Mas amanhã poderá ser à nossa porta. E quando a injustiça nos atingir, talvez já ninguém reste para reagir.

Este é o colapso moral do nosso tempo. E o silêncio de hoje é a permissão para os horrores de amanhã.

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