O Mundo ao Contrário

Declaração de interesses: não nutro qualquer simpatia pelo regime iraniano. No entanto, sinto verdadeira repulsa pelo regime sionista de Israel: um regime genocida, terrorista, racista e criminoso da pior espécie, que assassina crianças, médicos, idosos, mulheres e jornalistas como nenhum outro Estado pária moderno.

O Estado sionista de Israel, o mesmo que se arroga uma impunidade absoluta, levou a cabo mais uma agressão: ilegal e terrorista contra o Irão, assassinando líderes, cientistas e civis, incluindo crianças. Tudo com base na alegação, convenientemente nunca provada, de que os aiatolas estariam a desenvolver armas nucleares que ameaçariam a existência do "pobre" Estado de Israel.

E eis que surgem os de sempre: os dementes líderes europeus, os mesmos que estão a destruir os últimos vestígios da Europa pós-guerra, aquela que outrora foi o farol da civilização, apressaram-se a repetir o jargão gasto e obsceno de que "Israel tem o direito de se defender". E, como não podia deixar de ser, voltaram a classificar o Irão como "uma grave ameaça à segurança do Médio Oriente e do mundo".

Confesso: já não suporto estas narrativas. Chocam-me cada vez mais, não só pela sua desfaçatez, mas também pela forma acrítica como a maioria dos cidadãos as engole. Toda esta construção discursiva é tão evidentemente falsa que até uma criança atenta a desmontaria com facilidade.

A verdade, essa teimosa, é outra. O agressor é Israel, não o Irão. A maior ameaça à paz e à segurança no Médio Oriente, e por extensão no mundo, é o Estado de Israel e o império que o sustenta. São eles que matam e assassinam com a facilidade com que se muda de camisa. São eles os responsáveis pela maioria das guerras, agressões e desestabilizações nas últimas décadas.

É Israel que detém armas nucleares de forma ilegal, sem qualquer fiscalização internacional: não é o Irão.

Fabricar narrativas e repeti-las até à exaustão, por mais que sejam vomitadas pelos criminosos e seus cúmplices nos media e nas cúpulas do poder, não altera os factos: a verdadeira ameaça à paz e à segurança é o Estado sionista, genocida e terrorista de Israel, com o apoio cego e cúmplice do seu patrocinador-mor.

Estamos entregues à pior escória, à bicharada política e mediática que nem as mentes mais delirantes conseguiriam imaginar. A civilização está refém da barbárie mascarada de democracia. Estamos, literalmente, desgraçados.

P.S.: O Estado genocida de Israel prossegue impunemente o extermínio do povo palestiniano, agora com ainda menos atenção mediática, uma vez que o mundo se encontra distraído com a escalada da guerra contra o Irão. A indiferença generalizada perante esta barbárie é tão revoltante quanto cúmplice. Que repulsa me causam estes criminosos e todos os que os legitimam, acobertam ou silenciam.

 

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