Costa: O Rosto Alegre da Hipocrisia Europeia
O António Costa, na cimeira bilateral entre a União Europeia
(UE) e a China, apareceu ao lado de Ursula von der Leyen (talvez a figura mais
sinistra da política europeia das últimas décadas), a apelar à China para que
exerça influência sobre Putin no sentido de acabar com a guerra na Ucrânia. É
evidente que tal apelo é inútil e não passará de uma encenação diplomática para
manter a narrativa em curso. Mas o mais grave é o silêncio absoluto de António
Costa, e de toda a elite política europeia, perante o genocídio em curso levado
a cabo por Israel contra o povo palestiniano.
Enquanto crianças são massacradas, hospitais destruídos e um
povo inteiro empurrado para a aniquilação, Costa e os seus colegas optam por um
silêncio cúmplice, vergonhoso, cobarde. Não há condenações, não há sanções, não
há sequer um gesto simbólico de repúdio. Pelo contrário: há alinhamento, há
apoio, há financiamento. São cúmplices de um crime contra a humanidade que já é
considerado o mais brutal desde a Segunda Guerra Mundial.
Que legitimidade ética ou moral têm estas figuras para se
apresentarem como defensores do direito internacional ou dos direitos humanos?
Nenhuma. Absolutamente nenhuma. A liderança da União Europeia está moralmente
falida, manchada pela indiferença e pela conivência ativa com o racismo, o
apartheid e a barbárie levados a cabo por um Estado que perdeu qualquer noção
de humanidade.
António Costa, Ursula von der Leyen e toda a classe
dirigente europeia deviam envergonhar-se. Mas nem isso são capazes de sentir. Estão
demasiado comprometidos com o poder, demasiado subservientes aos interesses
geoestratégicos do Ocidente, demasiado distantes da realidade do sofrimento
humano que as suas decisões, ou omissões, provocam.

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