Europa em Servidão: Elites Traidoras e a Rendição da Soberania

Ursula von der Leyen tornou-se o rosto mais visível de uma União Europeia capturada por elites que, ao longo das últimas décadas, conduziram o continente a uma degradação económica, social e moral sem precedentes. Em vez de defenderem os interesses dos povos que deveriam representar, estas lideranças alinharam-se com uma agenda externa, transformando a Europa numa extensão servil das estratégias do poder norte-americano.

Sob uma retórica de “valores europeus” e “defesa da democracia”, impõe-se uma política de submissão que exige o desmantelamento do que resta do Estado social para financiar programas militares e alimentar a indústria bélica – grande parte dela ligada aos Estados Unidos. Este processo, apresentado como inevitável, não é fruto de decisões soberanas, mas sim de uma obediência automática e acrítica aos interesses de quem dita ordens fora do continente.

Não menos cúmplice é a rede de media que, em vez de cumprir o seu papel de escrutínio e informação, atua como braço propagandístico destas mesmas elites. Diariamente, jornalistas e comentadores ditos “especialistas” repetem os mesmos argumentos, abafam vozes dissonantes e contribuem para manter a população anestesiada. Ao silenciarem alternativas e ao apresentarem as opções impostas como únicas possíveis, colaboram ativamente na manipulação da opinião pública.

Este conluio entre dirigentes políticos, instituições europeias e meios de comunicação cria um ambiente em que qualquer debate genuíno é substituído por slogans e por uma narrativa única, rígida e belicista. Quem questiona é rapidamente etiquetado, isolado e descredibilizado, como se pensar fora do guião fosse uma ameaça a abater.

Estas elites não demonstram nem visão estratégica nem coragem política. Revelam apenas servilismo e oportunismo: sacrificam a soberania dos Estados-membros, colocam em risco a estabilidade do continente e comprometem o futuro de gerações inteiras, tudo em nome de interesses que não são os dos cidadãos europeus. Fazem-no sem transparência, sem debate democrático e sem assumir qualquer responsabilidade pelos custos sociais, económicos e humanos desta trajetória.

Se esta deriva não for travada, a Europa corre o risco de perder definitivamente a sua autonomia, tornando-se um mero satélite de potências externas, condenada a repetir os erros do passado – e a pagar, mais uma vez, o preço em sangue e destruição.

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