A Falência Moral da Europa ao Lado dos Monstros Mais Hediondos do Nosso Tempo
O Estado de Israel, fascista, racista, criminoso e
abertamente genocida, está a perpetrar o mais horrendo crime contra a
humanidade desde a Segunda Guerra Mundial. Fá-lo com a cumplicidade ativa de
muitos e o silêncio cúmplice de quase todos.
A desumanização do povo palestiniano é hoje um projeto
consumado. Na mente dos israelitas — com raras e honrosas exceções — moldada
por décadas de propaganda, supremacia teológica e excecionalismo político, não
existem civis em Gaza. Como afirmou o próprio Presidente de Israel, Isaac
Herzog, "há uma nação inteira que é responsável". Resultado:
mulheres, crianças e até bebés são rotulados como "terroristas", cujo
extermínio não só é legitimado como celebrado.
A monstruosidade dos atos cometidos por Israel contra o povo
palestiniano em Gaza e na Cisjordânia ultrapassa qualquer medida de civilização
ou humanidade. São crimes inqualificáveis, indesculpáveis, cometidos às claras,
em tempo real, perante os olhos do mundo, com o suporte ativo de lideranças
ocidentais e a indiferença criminosa de uma comunicação social rendida à
narrativa do poder.
Quando o extermínio do povo palestiniano for, enfim,
reconhecido como a monstruosidade que é, ficará registada na História a
vergonhosa cumplicidade, ativa ou silenciosa, de uma Europa que escolheu a
conveniência em vez da justiça.
A tragédia palestiniana é também o espelho da falência moral
das elites dirigentes europeias. A hipocrisia e a duplicidade de critérios
atingem o auge do cinismo. A mesma Europa que, e bem, condena a invasão russa
da Ucrânia, financia, arma e dá cobertura diplomática a Israel para que este leve
a cabo um genocídio meticulosamente documentado, minuto a minuto.
Esta hipocrisia não é um desvio ocasional, é uma política
deliberada, servil e cúmplice, que protege um enclave colonial ao serviço dos
interesses ocidentais no Médio Oriente. A Europa não é um mediador, é parte
ativa do crime. Não é neutra, é cúmplice.
O que se passa na Palestina é um teste decisivo ao nosso
tempo. E a Europa, mais uma vez, falhou — vergonhosamente.

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