A BANALIZAÇÃO DO MAL COMO PROJETO NACIONAL 2
O regime
sionista de Israel constitui hoje a mais ignóbil encarnação do crime
institucionalizado, da barbárie planificada e da infâmia erguida a sistema de
poder. Trata-se de um verdadeiro Estado pária, criminoso e genocida, que não só
perpetua atrocidades contra um povo inteiro, como o faz às claras, perante os
olhos do mundo, sem pudor nem vergonha, e com a cumplicidade ativa ou o
silêncio cúmplice das nações ditas civilizadas.
O nazismo
alemão, que marcou para sempre a História como um dos períodos mais sombrios da
humanidade, cometeu crimes hediondos contra milhões de seres humanos. Porém,
fê-lo na sombra, à margem do escrutínio direto das massas globais. Israel, pelo
contrário, multiplica os seus crimes perante o olhar de todos: assassina
crianças inocentes, massacra mulheres indefesas, atinge jornalistas cujo único
“crime” é quererem relatar a verdade, abate médicos e socorristas que tentam
salvar vidas. Bombardeia hospitais, arrasa bairros inteiros, destrói qualquer
símbolo de esperança de um povo martirizado.
Este
regime de horror, dirigido por líderes que a História há de recordar como
monstros sem paralelo, não se limita ao genocídio contra o povo palestiniano.
Vai mais longe: ataca países vizinhos, viola todas as normas do direito
internacional, desafia resoluções e tratados como se estivesse acima de
qualquer lei humana. É um Estado delinquente, cuja essência se confunde com a
criminalidade organizada, mas com uma escala infinitamente mais vasta e
mortífera.
Cada
criança palestiniana assassinada, cada mãe mutilada pelo luto e pela violência,
cada família arrancada das suas casas, cada cidade transformada em escombros
são testemunhos vivos do genocídio em curso. E, no entanto, a comunidade
internacional fecha os olhos, assobia para o lado, ou até fornece armas e apoio
político a este regime assassino. A cumplicidade e a passividade das nações e
das instituições não são menos criminosas do que os atos do próprio agressor.
O
julgamento da História será implacável. As futuras gerações, ao revisitar este
período negro, olharão com vergonha e indignação para o comportamento dos seus
antepassados, que nada fizeram para travar a barbárie. E essa vergonha coletiva
será um peso moral insuportável: porque se sabia, porque se via, porque se
ouvia e ainda assim se permitiu.
O regime
sionista de Israel já ocupa, sem dúvida, o lugar que outrora pertenceu ao
nazismo: o lugar da monstruosidade absoluta, da violência sistemática, do
desprezo total pela dignidade humana. O que outrora se dizia ser “Nunca Mais”
foi convertido num “Mais Uma Vez”, mas desta vez à vista de todos, com câmaras
a transmitir em direto o genocídio. O silêncio cúmplice equivale à colaboração;
a neutralidade, à traição; e a passividade, ao consentimento.

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