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A mostrar mensagens de março, 2026

Fim da Ordem Mundial? Não! Fim da Farsa

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A propósito das declarações recentes de Ursula von der Leyen sobre o “fim da ordem mundial”, declara com cinismo descarado que “a Europa não pode continuar a ser a guardiã da velha ordem mundial, de um mundo que se foi e não voltará”, fica mais uma vez escancarada a falência moral absoluta, a hipocrisia sem limites e o servilismo patético deste ser e da Comissão Europeia. Esta senhora e os seus acólitos, que há anos se pavoneiam como defensores da “ordem baseada em regras” e dos “valores europeus”, agora aceitam alegremente o fim dessa mesma ordem precisamente quando ela deixa de lhes ser conveniente. Porque a verdade é esta, nua e crua: a democracia da União Europeia, nas mãos desta gente sem credibilidade nem escrúpulos, transformou-se numa farsa totalitária, ditada ao milímetro pelo consenso imposto por Washington e pelos humores volúveis dos seus chefes. Com o servilismo endémico e nauseabundo dos media mainstream e a horda de idiotas úteis completamente alienados pelas narrativa...

Adeus, Europa

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A Europa mergulhou numa profunda decadência económica, social, moral e ética. Este declínio não é um acidente histórico, mas o resultado direto de décadas de políticas neoliberais, implementadas, ironicamente, por muitas das forças políticas que outrora se apresentavam como guardiãs da social-democracia. A esta realidade soma-se um servilismo crónico ao império americano. O legado do pós-guerra, assente no Estado Social e na dignidade do trabalho, foi traído, esvaziado de conteúdo e transformado num mero instrumento da globalização predatória, ao serviço da alta finança e das corporações transnacionais. A Europa de hoje (Portugal incluído) encontra-se entregue a ignorantes, traidores, manipuladores, oportunistas e lacaios; indivíduos sem qualquer capacidade de liderança. Também por isso, temos uma população amorfa, adormecida e alienada, uma massa inerte que assiste passivamente ao seu próprio declínio, sem revolta, sem mobilização coletiva e sem qualquer reação. A pandemia, a guerra n...

A Era da Desinformação Institucionalizada

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Não há fundo que ampare a desinformação. A comunicação social, por definição, deveria ser um pilar da democracia, alicerçada na busca da verdade, na verificação rigorosa dos factos e na distinção clara entre informação e opinião. O seu dever é defender a imparcialidade e o pluralismo, assegurando uma representação justa da diversidade social, política, cultural e regional do país. Deve atuar com transparência, responsabilidade e respeito pelos direitos humanos, promovendo o interesse público acima de qualquer influência política ou económica. O compromisso inalienável da comunicação social é com a ética, a integridade e o direito dos cidadãos a uma informação livre, credível e acessível. O que observamos hoje na comunicação social generalista, porém, é o retrato fiel do incumprimento sistemático deste desígnio. O desequilíbrio opinativo é gritante. Quando a lente se volta para a informação internacional, a credibilidade esfuma-se; no plano da geopolítica, o escândalo atinge o seu expoe...