Fim da Ordem Mundial? Não! Fim da Farsa
A propósito das declarações recentes de Ursula von der Leyen sobre o “fim da ordem mundial”, declara com cinismo descarado que “a Europa não pode continuar a ser a guardiã da velha ordem mundial, de um mundo que se foi e não voltará”, fica mais uma vez escancarada a falência moral absoluta, a hipocrisia sem limites e o servilismo patético deste ser e da Comissão Europeia.
Esta senhora e os seus acólitos, que há anos se pavoneiam
como defensores da “ordem baseada em regras” e dos “valores europeus”, agora
aceitam alegremente o fim dessa mesma ordem precisamente quando ela deixa de
lhes ser conveniente. Porque a verdade é esta, nua e crua: a democracia da
União Europeia, nas mãos desta gente sem credibilidade nem escrúpulos,
transformou-se numa farsa totalitária, ditada ao milímetro pelo consenso
imposto por Washington e pelos humores volúveis dos seus chefes. Com o
servilismo endémico e nauseabundo dos media mainstream e a horda de idiotas
úteis completamente alienados pelas narrativas oficiais, a UE já não finge
sequer defender princípios, limita-se a alinhar, como cão fiel, com o ocupante
e agressor israelita e com o império americano que há décadas semeia guerra,
caos e destruição por todo o planeta.
Von der Leyen e a sua corte de hipócritas de primeira
água não têm qualquer moral para falar de “ordem mundial”. Apoiam, financiam e
justificam o Estado terrorista e genocida de Israel, o verdadeiro ocupante
ilegal, o agressor sistemático, o violador em série do direito internacional —
com a desculpa cínica e repugnante do “direito à defesa”. Ao mesmo tempo,
embarcam na guerra criminosa que a dupla EUA-Israel trava contra o Irão,
invocando a crueldade do regime iraniano e a “ameaça” que representa.
Contradição mais descarada e nojenta é impossível: o mesmo bloco que fecha os
olhos ao apartheid, aos bombardeamentos indiscriminados de civis, aos
assentamentos ilegais e ao genocídio em Gaza, agora chora lágrimas de crocodilo
pela “ameaça iraniana”. Regimes autoritários e cruéis existem aos montes —
Arábia Saudita, Egito, Turquia, e até aliados históricos dos EUA — e nunca
incomodaram esta cambada. Mas quando se trata de um país que ousa desafiar o
eixo Washington-Telavive, aí sim, a “defesa dos valores” aparece como por
milagre.
É a hipocrisia elevada à categoria de doutrina oficial.
Pregam democracia enquanto transformam a UE num regime cada vez mais
autoritário e censor. Falam de paz enquanto armam e legitimam a maior máquina
de guerra do Médio Oriente. Exigem “regras” quando lhes convém e descartam-nas
como papel higiénico quando o patrão americano ou o seu cão de fila israelita
decidem rasgá-las. E agora, perante o colapso da ordem que eles próprios
ajudaram a destruir com a sua subserviência, vêm com discursos “realistas” e
“pragmáticos” para justificar o alinhamento total.
Ou os europeus acordam — e as evidências, infelizmente,
apontam exatamente no sentido contrário —, ou em breve acordaremos não numa
“democracia liberal”, mas num regime totalitário de extrema-direita em guerra
permanente e de joelhos perante os verdadeiros senhores do mundo. A falência
moral desta gente já não é segredo para ninguém. A questão é saber se ainda
temos tempo e coragem para a denunciar antes que seja tarde demais.
O tempo está a esgotar-se.
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