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Quando um Papa incomoda, o mundo responde com silêncio – até que morre...

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Morreu o Papa Francisco. E, subitamente, multiplicam-se os elogios, os discursos emocionados, as homenagens sentidas. Líderes políticos que nunca o escutaram realmente fazem questão de enaltecer a sua figura. Meios de comunicação que sempre o trataram com desconfiança, quando não com sarcasmo, apresentam-no agora como um “Papa próximo do povo”, “revolucionário”, “humano”. A hipocrisia é, talvez, um dos traços mais constantes das elites políticas e mediáticas do nosso tempo. Francisco não foi um Papa cómodo. Pelo contrário, foi uma pedra no sapato das narrativas dominantes. Denunciou com firmeza a financeirização da economia, criticou duramente o sistema neoliberal, alertou para os perigos da desigualdade crescente e do desastre ambiental. Falou de paz quando o discurso oficial era o da guerra. Recusou o conformismo cúmplice com a indústria do armamento, com a xenofobia crescente, com a indiferença perante os pobres. Mas durante anos, esses mesmos grandes meios de comunicação social ...

Contra o medo, a guerra e o autoritarismo: é tempo de disputar o futuro

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  Num continente onde cada vez mais cidadãos europeus lutam para pagar a renda, alimentar os filhos e preservar alguma dignidade num sistema cada vez mais hostil, os dirigentes políticos avançam, sem hesitação, numa deriva perigosa: a militarização acelerada das economias, o aumento desmedido dos orçamentos de defesa e a imposição de uma nova lógica do medo como forma de governo. A Europa está a ser arrastada, sem debate sério nem estratégia transparente, para uma escalada belicista que serve os interesses da indústria armamentista e das potências instaladas, mas que nada oferece em termos de paz, segurança ou bem-estar para as populações. Sob o pretexto de ameaças externas — muitas vezes ampliadas ou descontextualizadas — alimenta-se o medo coletivo. E quando o povo tem medo, protesta menos, questiona menos, aceita mais. Neste cenário de frustração e desespero, a extrema-direita avança. Não com soluções reais para os problemas do povo, mas com uma narrativa enganadora. Em vez ...

O novo inquilino da Casa Branca não usa máscara

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  O novo inquilino da Casa Branca não usa máscara. Apoia, tal como os seus antecessores, o genocídio em Gaza — mas fá-lo às claras. Os anteriores atiravam a pedra e escondiam a mão, derramando lágrimas de crocodilo; este é o crocodilo. Mata sem pudor, sem hipocrisia. O Império sempre cobiçou a Gronelândia. Não por apreço pelos seus poucos habitantes ou pela beleza inóspita, mas pelos recursos naturais e pela geopolítica. Agora, com o novo inquilino a declarar abertamente a intenção de anexar o território, poucas dúvidas restam: a usurpação acontecerá, indiferente à vontade alheia. Resta saber como reagirão os magnânimos e impolutos líderes europeus em defesa de um dos seus. Aplicarão sanções económicas ao Império? Enviarão armas para a Gronelândia resistir à agressão? Ou marcharão com tropas para combater os criminosos invasores?

O HORROR DA GUERRA NUCLEAR!

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Vale realmente a pena dedicar atenção a este vídeo, no qual Theodore Postol, professor emérito de ciência, tecnologia e segurança nacional no MIT, descreve de forma detalhada o que representaria um confronto nuclear. Alguns líderes europeus, que falam de forma leviana sobre a guerra nuclear sem ter a menor noção das consequências reais, deviam ser obrigados a assistir a este vídeo repetidamente até compreenderem, de uma vez por todas, o verdadeiro horror que seria um conflito nuclear.

Queremos os nossos filhos na guerra?

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O chamado "plano" de rearmamento da Europa, traçado pelos dirigentes europeus, não é mais do que um caminho perigoso em direção ao conflito com a Rússia. A demência belicista atingiu níveis tão alarmantes que já se fala abertamente no envio de tropas para a Ucrânia e, pasmem-se, até na mobilização de armas nucleares. O custo desta escalada militar insana não terá limites e será pago com os direitos sociais que ainda restam aos cidadãos europeus, cada vez mais sacrificados em nome de uma suposta "segurança". Toda esta histeria belicista baseia-se numa narrativa falaciosa: a de que a Rússia, após conquistar a Ucrânia, avançaria sobre toda a Europa e, eventualmente, sobre o mundo ocidental. Este discurso, alimentado pelo medo, visa a aceitação passiva e a paralisia das populações. No entanto, é uma narrativa absurda e desprovida de fundamento real. O regime de Putin é, de facto, ditatorial e autocrático, e está longe de ser um modelo a seguir. No entanto, não represent...

Um conluio perverso

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  O pragmatismo desumano e a hipocrisia criminosa avançam juntos, em conluio perverso , para silenciar as atrocidades cometidas contra Gaza. O novo inquilino da Casa Branca não usa máscaras, apoia o genocídio que ocorre em Gaza, tal como seus antecessores, mas faz isso às claras: enquanto os anteriores atiravam a pedra e escondiam a mão, chorando lágrimas de crocodilo, este é o próprio crocodilo. Ele mata abertamente, sem hipocrisias, assumindo com descaramento a violência que promove. Na Europa, a situação não é melhor; pelo contrário, os líderes hipócritas do continente apoiam ou são coniventes com o genocídio. Eles fornecem as pedras, escondem as mãos e, em seguida, choram lágrimas de crocodilo, fingindo preocupação com os direitos humanos enquanto alimentam a máquina de morte. Os media mainstream, igualmente coniventes e hipócritas, desvalorizam os crimes ou censuram-nos, conforme os interesses de quem servem. As notícias são manipuladas e a verdade é enterrada sob cama...

Plano de paz

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Os dirigentes europeus estão a preparar um plano de paz para a Ucrânia. Para isso, já bajularam o grande herói e democrata Zelensky e já há foto de família. É claro que esse plano vai ser bem-sucedido, porque os dirigentes europeus são extremamente competentes e até deixaram a Rússia de fora, que assim não interfere na coisa, portanto, nada poderá falhar, em breve estará pronto e será apresentado ao chefe lá do império, que, obviamente, não hesitara em dar o seu abalo e tudo estará resolvido. Fantástico! Claro que há umas coisitas chatas como é o caso da Rússia estar a vencer a guerra e dos povos europeus terem de pagar a fatura, mas tirando estes insignificantes pormenores, tudo será fantástico.