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Fim da Ordem Mundial? Não! Fim da Farsa

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A propósito das declarações recentes de Ursula von der Leyen sobre o “fim da ordem mundial”, declara com cinismo descarado que “a Europa não pode continuar a ser a guardiã da velha ordem mundial, de um mundo que se foi e não voltará”, fica mais uma vez escancarada a falência moral absoluta, a hipocrisia sem limites e o servilismo patético deste ser e da Comissão Europeia. Esta senhora e os seus acólitos, que há anos se pavoneiam como defensores da “ordem baseada em regras” e dos “valores europeus”, agora aceitam alegremente o fim dessa mesma ordem precisamente quando ela deixa de lhes ser conveniente. Porque a verdade é esta, nua e crua: a democracia da União Europeia, nas mãos desta gente sem credibilidade nem escrúpulos, transformou-se numa farsa totalitária, ditada ao milímetro pelo consenso imposto por Washington e pelos humores volúveis dos seus chefes. Com o servilismo endémico e nauseabundo dos media mainstream e a horda de idiotas úteis completamente alienados pelas narrativa...

Adeus, Europa

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A Europa mergulhou numa profunda decadência económica, social, moral e ética. Este declínio não é um acidente histórico, mas o resultado direto de décadas de políticas neoliberais, implementadas, ironicamente, por muitas das forças políticas que outrora se apresentavam como guardiãs da social-democracia. A esta realidade soma-se um servilismo crónico ao império americano. O legado do pós-guerra, assente no Estado Social e na dignidade do trabalho, foi traído, esvaziado de conteúdo e transformado num mero instrumento da globalização predatória, ao serviço da alta finança e das corporações transnacionais. A Europa de hoje (Portugal incluído) encontra-se entregue a ignorantes, traidores, manipuladores, oportunistas e lacaios; indivíduos sem qualquer capacidade de liderança. Também por isso, temos uma população amorfa, adormecida e alienada, uma massa inerte que assiste passivamente ao seu próprio declínio, sem revolta, sem mobilização coletiva e sem qualquer reação. A pandemia, a guerra n...

A Era da Desinformação Institucionalizada

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Não há fundo que ampare a desinformação. A comunicação social, por definição, deveria ser um pilar da democracia, alicerçada na busca da verdade, na verificação rigorosa dos factos e na distinção clara entre informação e opinião. O seu dever é defender a imparcialidade e o pluralismo, assegurando uma representação justa da diversidade social, política, cultural e regional do país. Deve atuar com transparência, responsabilidade e respeito pelos direitos humanos, promovendo o interesse público acima de qualquer influência política ou económica. O compromisso inalienável da comunicação social é com a ética, a integridade e o direito dos cidadãos a uma informação livre, credível e acessível. O que observamos hoje na comunicação social generalista, porém, é o retrato fiel do incumprimento sistemático deste desígnio. O desequilíbrio opinativo é gritante. Quando a lente se volta para a informação internacional, a credibilidade esfuma-se; no plano da geopolítica, o escândalo atinge o seu expoe...

De Derrota em Derrota até à Vitória Final

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A recente eleição presidencial de António José Seguro foi celebrada, dentro e fora de Portugal, com entusiasmo quase eufórico por democratas de esquerda e de direita. A vitória na segunda volta (cerca de 66% dos votos contra aproximadamente 33% do candidato da extrema-direita) foi apresentada como uma derrota histórica do fascismo. Muitos proclamaram tratar-se de uma vitória retumbante da democracia; alguns chegaram mesmo a afirmar que o resultado demonstrava que o fascismo jamais regressaria a Portugal. Confesso que não partilho desse entusiasmo, nem sequer do otimismo moderado que muitos expressam. E não o faço por três razões fundamentais. Em primeiro lugar, discordo da análise segundo a qual a extrema-direita foi “retumbantemente derrotada”. Um terço do eleitorado num país com a história política de Portugal não é um resíduo irrelevante: é uma base social consolidada, mobilizada e normalizada. Não se trata de uma marginalidade política, mas de um bloco significativo, com capacidade...

Ultraje

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Como português e europeu, sinto-me profundamente ultrajado pela postura pusilânime e conivente das nossas instituições. Repugna-me a cumplicidade descarada daqueles que, em Lisboa ou Bruxelas, branqueiam crimes do império com eufemismos diplomáticos ou silêncios cúmplices. Causa-me asco profundo a estratégia deliberada de rotular como "benevolente" ou "necessária" qualquer atrocidade cometida pelo império, num servilismo miserável e criminoso que envergonha gerações inteiras. Brada-se aos céus valores democráticos para sancionar e demonizar certas nações – aquelas que ousam desafiar a hegemonia imperial –, enquanto se justificam, minimizam ou silenciam crimes hediondos como este contra a Venezuela. É uma hipocrisia tão gritante que até uma criança a deteta, uma duplicidade de critérios que expõe a podridão moral no cerne das nossas lideranças. Essas elites corruptas e servis aos interesses do império, que vendem a alma europeia por migalhas de poder ou alianças geop...

E Quando Bater à Nossa Porta?

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O crime cometido pelo império contra a Venezuela é inqualificável. Não admite relativizações, rodeios nem exercícios cínicos de contextualização seletiva. E, no entanto, foi precisamente isso que assistimos: uma encenação obscena de cegueira voluntária, manipulação descarada e servilismo rasteiro por parte dos media mainstream e das elites dirigentes europeias, incluindo o governo português. Um espetáculo de degradação moral que expõe, sem margem para dúvidas, a falência ética, política e civilizacional da Europa institucional. Independentemente da situação política, económica ou institucional interna da Venezuela, que não serve nem pode servir de pretexto para agressões externas, o que está em causa é a cumplicidade ativa da Europa com os crimes do império estadunidense. Em Lisboa e em Bruxelas, governantes, eurocratas e decisores políticos alinham obedientemente com narrativas impostas por Washington, traindo o direito internacional, os princípios mais básicos da soberania dos povo...

Uma Europa Distópica Cada Vez Mais Próxima do Totalitarismo Sancionatório

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A União Europeia tem vindo a construir, sob o pretexto da defesa da democracia, da segurança e dos direitos humanos, um mecanismo sancionatório cada vez mais vasto, opaco e perigosamente arbitrário. Inicialmente apresentado como um instrumento excecional contra Estados considerados autoritários ou violadores do direito internacional, este sistema rapidamente se expandiu para atingir indivíduos concretos, muitas vezes sem acusação formal, sem contraditório, sem julgamento e sem qualquer decisão judicial independente. Hoje, cidadãos europeus e não europeus podem ser sancionados por alegadas ligações políticas, ideológicas ou comunicacionais a regimes ou narrativas consideradas hostis à União Europeia. O simples ato de opinar, analisar, questionar ou divergir, mesmo com base em fontes públicas, ocidentais ou oficiais, passou a ser suficiente para justificar medidas que destroem por completo a vida civil de uma pessoa. Congelamento de contas bancárias, proibição de viajar, perda de emp...